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Textos
SONETO DE AMOR À FLORBELA
“E esta ânsia de viver, que nada acalma, É a chama da tua alma a esbrasear As apagadas cinzas da minha alma!” Florbela Espanca, em “Eu”
Este amor que enxergo e que me cega Que vivo e que me mata, é amor carrasco A um tempo só é amor , veneno e asco Espinho agreste, flor que se não pega
É um louco amor que vive estando morto Como ainda vive o rei Dom Sebastião E quer o sim, já tendo ouvido o não Quer todo o mar sem ter deixado o porto
Mas torço ainda, amor, que venha a mim Para cumprir o gozo do destino Ainda que seja tarde, há de vir!
E vindo, então, encontrará, enfim Um coração batendo em desatino Sob as areias de Alcácer Quibir!
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Oldney Lopes |
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Publicado em 29/03/2007 às 18h56
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